Bem, não consegui pensar em nenhum título legal para este Post…

…mas me dá um desconto vai, hoje é Sexta!

É... também não consegui pensar em nenhuma imagem legal...

Ahh, sexta-feira. Enquanto presenciava alguns colegas de trabalho adentrando o sagrado prédio do sacrifício trabalhístico vestidos socialmente e desonrando assim o ritual tenis-jeans que este dia representa, eu lia a seguinte piadinha sem-graça a mim confiada: Quando uma mulher coloca um vestido de couro, o coração do homem bate mais rápido, sua garganta seca, suas pernas balançam e ele perde o controle!

O motivo? ela tem cheiro de carro novo!

Risadas à parte, um dia li um texto do Arnaldo Jabor explicando os motivos dos homens viverem: Por que eles se barbeiam? Sexo. Por que eles compram um carro novo? Sexo. Por que ele fazem faculdade? Porque eles querem ser bem sucedidos! e por que eles querem ser bem sucedidos? Sexo.

Arnaldinho, eu discordo. Pude perceber que os homens possuem sim uma fixação e ainda não consegui entender as razões psicológicas da mesma, mas é público e notório que a maior fantasia do homem… é um carro com banco de couro pra chamar de seu! – Meu querido amigo Zé Bob que o diga…

Hoje neste blog iremos contar o milagre, mas mudar o nome do apóstolo. Como a história termina num completo fracasso, achamos melhor não liberar o nome verdadeiro do protagonista.

Era uma vez…

Um rapaz que trabalhava numa loja de venda de veículos. Atendendo pelo nome de Zé Bob, o rapaz era o faz tudo do estabelecimento: Vendia, levava o carro pra lavar, pra oficina, buscava os veículos, etc. Zé Bob era desprovido de condições financeiras, por isso não tinha um veículo. Quanta ironia, tantos carros ali, tão perto e ao mesmo tempo, tão longe.

Mas Zé Bob estava decido a mudar sua história e de quebra, fazer uma média com sua namorada. Numa sexta feira à tarde, Zé Bob teve uma grande sacada – genial, como ele próprio classificou: Eu sou encarregado de fechar a loja, logo, se eu pegar um carro aqui para dar uma voltinha no final de semana, e devolvê-lo na segunda antes de qualquer pessoa chegar, irei ter história para contar até para os meus netos – mal sabia Zé Bob, que sim, ele teria essa história.

Chave do carro nas mãos, Zé Bob percebeu o coração acelerar bruscamente ao engatar a primeira saindo da loja lá pelas 7 da noite. Ele sentia como se estivesse tendo um fim de semana em Vegas – Já dizia o ditado, o que acontece em Vegas, fica em Vegas – e esse foi o lema da sexta, do sabado e do domingo.

Zé Bob estralou as ruas com o Ford Fusion durante todo o fim de semana – sim o nome do carro também foi alterado para que ele não fosse identificado.

Segunda-feira pela manhã, ao se preparar para sair e sorrateiramente devolver a máquina de sonhos, sua namorada vira pra ele e diz: Mor, você pode me deixar no trabalho antes de ir pra loja? – e se isso fosse um filme, nesse momento ele levaria a mão à cabeça, a imagem ficaria em preto e branco, e uma música de suspense tocaria no fundo enquanto a velocidade da imagem diminuiria. Saberíamos então, que algo de muito ruim estava para acontecer.

Zé Bob estava esmirilhando o Fusion na John Boyd Dunlop, quando ao cortar para a faixa do lado, não viu um senhor e seu Vectra (imagem em preto e branco, câmera lenta e música de fundo novamente por favor). Sim, ele havia batido. Ele havia batido o dele e causado danos para outra pessoa ainda! Eles pararam, o Sr. Vectra foi averiguar os danos enquanto Zé Bob fingia ser dono do veículo e estar no controle da situação. De repente, ele viu uma brecha na vida – aquelas que só acontecem uma vez em 100 anos – entrou no carro e cantando pneu fugiu, em meio a gritos desesperados do Sr. Vectra.

Detalhe: O carro já estava vendido, somente aguardava documentação para que o cliente retirasse-o!

OK, calma, pense, pense, Zé Bob tentava raciocinar, mas a palpitação, o suor frio e o nó no estômago não deixavam. Foi aí que ele matutou um plano maquiavélico: Deixou a namorada no trabalho, dirigiu até uma rua perto da loja e esperou.

Esperou, esperou e esperou. Até que pegou o telefone e ligou para o seu Gerente: “Opa, fulano! tudo bem? Cara, você não sabe o que aconteceu, cheguei aqui na loja hoje e peguei o Ford Fusion que foi vendido sabe? Isso… Peguei ele pra levar pra lavar. Quando eu estava chegando aqui no lava-rápido veio um louco com uma Ranger, bateu na minha lateral e fugiu, não deu nem tempo de anotar a placa!”.

O Plano Perfeito. O Plano perfeito é … simplesmente perfeito. Não tem falhas ou lacunas, é perfeito. Zé Bob havia arquitetado o plano perfeito, digno de um filme Hollywoodiano.

Ele voltou a sua rotina normal, trabalhou, trabalhou e trabalhou. Todos os dias ao chegar na loja, se lembrava de sua aventura e seu coração se enchia de contentamento. O tempo passou e ele até deixou de trabalhar naquela loja.

Mas a vida… ah, a vida era uma caixinha de supresas para Zé Bob. Sua aventura com final feliz perdurou por meses, até que ontem recebeu uma ligação em seu celular. Do outro lado da linha, seu antigo gerente:

Zé Bob, tudo bem? – seguinte, queria que você viesse aqui na loja hoje, nos fazer uma visita!

A aventura perfeita, pensou novamente nosso jovem campeão com um sorriso maroto no rosto!

… e por favor (continuou), aproveite e traga R$120,00 reais de uma multa que você tomou em um domingo (D-O-M-I-N-G-O!), quando pegou um certo Ford Fusion para dar um rolê no final de semana… Ah, só pra saber, você já tem advogado?

Moral da história: Nunca, em hipótese alguma, leve a folgada da sua esposa ou namorada para o trabalho.

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26 Respostas para “Bem, não consegui pensar em nenhum título legal para este Post…

  1. […] a folgada da sua esposa… Ahhhh Gabriel! Essa frase não para de ecoar na minha cabeça. E eu lendo seu post com maior entusiasmo, quando derrepente… me deparo com uma final EXTREMAMENTE machista. Mas… me contento! Me contento quando imagino que a Vanessa certamente irá ler o texto e concordar comigo. E por diversas, diversas e diversas vezes, quando lhe for oportuno, ela dirá a você: faça você mesmo, porque a folgada da sua esposa não pode fazer, pegue você mesmo, porque a folgada da sua esposa não pode pegar, lave você mesmo, porque a folgada da sua esposa não irá lavar, cozinhe você mesmo, porque a folgada da sua esposa não pode cozinhar… e assim sucessivamente, até o fim da sua vida, ou… até você publicar um post se redimindo.
    Espero que a Vanessa leia meu comentário.

    • KKKKKKKKKKKKKKKKK…

      Drika,
      Pode ter certeza de que ela irá ler e irá concordar com exatamente tudo o que você disse!rsrs.

      Lá em casa já vivemos isso..rs, ontem mesmo ela brigou comigo porque eu (nao sei bem porque) ao invéz de jogar as meias no cesto, jogo no chão, ao lado do cesto!

      Por que um ser humano faria isso!?rs

      Nao sei rsrs.

      Mas vou me redimir, pode deixar rs. 🙂

  2. Rsrsrsr muito bom, mesmo,pior que a gente imagina cada cena assim mesmo!!!
    Muito azar do tal Zé Bob ai hein!!!
    Mais o que mais me chamou atenção foi a :Moral da história rsrrs
    =)

    • Pois é Tatiane,

      A moral da história vai chamar a atenção de várias mulheres!rs.

      É que eu incorporei o Homer para fazer essa brincadeira…

      A culpa mesmo foi do irresponsável do “Zé Bob” !

      rsrs.

  3. Pronto Lido. Drika, falou tudo alias, falou pouco pq td o que fazemos para esses maridos essa sequencia não terminaria nunca…rs. Massssss entendo a revolta da pessoa depois de toda essa aventura né Zé Bob. Mas lembrando que a merda começou quando Zé Bob pegou o carro e levou uma multinha em pleno domingo..rs, o que a Srta Namorada não tem nada a ver com a história.rs !

    Bom, espero ver o final da história! 🙂

    • Olha só! – mas é uma ironia do destino mesmo. As vezes a minha excelentíssima demora dias para ler um post. Justo esse foi ler logo no dia que eu publiquei! rsrs.

      Olha, se eu fosse um cara fácil, diria: “é verdade Amor, a culpa foi toda dele”. Mas como eu gosto de fazer polêmica, vou dizer:

      “Meu, ela entrou num carro em que ela SABIA a procedência, e ainda assim pediu para ele lhe dar uma carona até o trabalho!?” rsrs.

      Hummmm, sei não, mas um júri popular não livraria a cara dela não!

      kkkkkkkkkkkkkkkkk

      • Se ela sabia a procedência do carro ela é co-autora do crime.

        O problema é que o carro foi “furtado” para usar e no Código Penal não existe “furto de uso”. Logo, não houve crime de furto.

      • É o famoso “não roubei, só peguei emprestado seu PM”.

      • “É o famoso “não roubei, só peguei emprestado seu PM”.”

        Sim, se o veículo foi devolvido no mesmo lugar, não houve furto…porque furto de uso não constitui crime (verdade mesmo). Furto é subtrair algo para si. Como houve a devolução, mas apenas o uso, não subtraiu para ele, não preenchendo, portanto, todos os requisitos para a caracterização do tipo penal “furto”.
        Claro que se ele fosse pego na rua sem os documentos e tal, não ia adiantar ele dizer que ia devolver, seria outra história.

      • Estou perplexo com sua explicação.

        Então, se eu “furtar”, usar, e devolver, isso não é crime?

        E isso serve pra qq coisa?

        (olha o cérebro matinando ! kkkkkkk)

        Vem cá, vc faz Direito?

  4. Moral da história 1: não mexa no que não é seu sem autorização.

    Moral da história 2: não cobicarás o carro alheio (baseado em Êxodo 20;17).

    Moral da história 3: contente-se/alegre-se com o que você tem.

    Moral da história 4: leve sua namorada/esposa ao trabalho a pé, de bicicleta, ônibus, metrô, táxi. O que importa é a sua companhia. Se isso não importar para ela, deixe-a sem levar ao trabalho e também deixe-a de sua vida.

    Moral da história 5: o autor da novela Fina Estampa deve ter se baseado nesse fato, porque no início da novela mostrou algo bem parecido, mas o rapaz não bateu em outro carro, ele se acidentou e estragou o carro todo.

    Título do texto: Uma história para não ser repetida

    • É patrícia,

      Convenhamos…

      Sua morais da história estão muito mais politicamente corretas do que a minha!

      Até um autor de novela já se baseou neste blog então, afff agora ninguém nos segura!

      Título do texto: Uma história para aprender a fazer direito! rs.

      Exemplo: Uma vez, eu e um amigo (cuja familia estava viajando), resolvemos dar uma volta no carro do pai dele – nenhum dos dois tinha carta, 14 anos!

      Estratégia: colocar fita crepe no chão, onde as rodas estavam para que ele nao percebesse que o carro saiu e entrou na garagem novamente.

      Resultado: sucesso total!

      Hahahaha.

      P.S.: Crianças, não tentem isso em casa.

      • Vou mandar essa resposta para o MP e colocar que esse blog só pode ser lido para maiores de 18 anos…rs

        Apesar da brincadeira da história, claro que se esse autor verídico tivesse tido a educação que eu tive, jamais faria isso.

        Uma vez uma psicóloga minha queria porque queria me emprestar um livro para eu ler. Eu não queria receber, disse que compraria o livro, para ele me dar o nome. Ela insistiu e acabei levando para casa. Cara, meu medo foi tanto de perder, que na outra semana devolvi e falei que era melhor ela não ter me emprestado. E ela falou que imaginou que eu fosse ficar assim preocupada de perder (por isso ela me emprestou, claro, ela sabia que o cuidado ia ser redobrado porque não era coisa minha…)

      • Esse amigo não é o famoso Thiago não, né? rsrsrs

      • Patricia,

        por MP, eu entendo… Ministério Público?! rs.

        (muito leigo em DIREITO)

        rs, é da pra perceber que você é bem rígida com coisas emprestadas rsrs. Se você fez isso com um livro, imagina um carro!

        kkkk

      • Ahhh…

        não, dessa vez não é o Thiago!

        (apesar dele já ter trabalhado em TUDO quanto é lugar! – assunto de ontem!)

  5. Gabriel, mandei o e-mail que te falei que ia mandar.

  6. eu fazia essas coisa qndo era crianca, fazia uma cagada e fazia outra pra encobri ela. ate o dia em q eu chorei pq vi o erro na minha vida.
    saindo do texto, hj vou dormir feliz, to no msn ouvindo os sons emotivos q as pessoas me mandam, Calypso mt cavernoso

    otimo texto de novo Gabriel
    Fica Com Deus irmão !!!!!

    • É Diego, todos demos uma aprontada na infância.

      Eu queria explodir pilhas alcalinas! rs.

      Você tá ouvindo Calypso,… do chimbinha?!

      hahahah

      • Eu fui uma “santa” na infância e não sabia….rsrs
        Aprontei coisas normais de criança, mas nada tão radical.

        Vou ter que contar uma de mami da infância dela. Ela e um amigos estavam planejando descer pela janela do terceiro andar com guarda-chuva aberto para servir de paraquedas…
        Ainda bem que não o fizeram não sei o que houve para não fazer. Mas depois ela soube que um menino de um outro bloco do prédio fez isso e se arrebentou legal.

      • Affffffffffff hahahaha.

        Meu primo assistiu popeye, comeu espinafre e arrebentou a mão na vidraça achando que tinha ficado mais forte!

      • eu keria explodir tbm mas nunca conseguia =[
        eu n ouco calypso, me mandaram akeles sonzinhos no msn, eu rialto aki

      • Hahah,

        Verdade.. elas nunca explodiram comigo 😦

        Ahh é claro que você não ouve Calypso. Um cara que lê meu blog tem um gosto MUITO mais refinado!

        Kkkkkkkk.

  7. Gabriel,

    MP é Ministério Público sim…rs

    Quanto ao carro, eu não dirijo carro de ninguém, nem com autorização, só o meu (e muito pouco, porque o trânsito do RJ está bem caótico como o de SP). Mas eu sou meio chata mesmo e a educação que tive foi bem pesada nesse sentido. Bom por um lado, mas radical por outro…rs Quando eu trabalhava, p. ex., o telefone ficava do meu lado, mas se fosse para eu ligar para a minha casa, eu ligava do meu celular e não do telefone do trabalho.

    Sim, a explicação do furto é verdadeira. Furtar é subtrair para si ou para outrem, coisa alheia móvel. Se a intenção do cara (e assim o fizer) é devolver a coisa, não haverá intenção de subtrair para si ou para alguém. Então se a coisa for devolvida, integralmente, não haverá crime, visto que não preencheu o requisito (subtrair para si ou outrem). Dê um google em “furto de uso” que vc. acha algumas explicações.

    • Bem, eu já não tenho esse bloqueio com relação ao uso do telefone! rs.

      Depois da sua nova explicação, mudei minha perspectiva. Não acho que você faça Direto.

      Você é Advogada ou Juíza.

      Impressionante!

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