Arquivo do mês: janeiro 2013

Eu Juro, estou Vivo!

IMG_20120701_184957Podemos fingir que eu estive FIELMENTE atualizando este blog nos últimos dias? Sim? Obrigado. Eu realmente estou com vários posts quase prontos, só aguardando aquela pincelada final – que as vezes destrói tudo, mas tudo bem. Eu só não tenho tido tempo para me sentar e revisar minha pilha de idéias jogadas sobre o notepad – tá bom, eu confesso: estou sentado de pernas pro ar agora, finalmente, mas ahh, estou cansado! – Eu juro, essas idéias parecem bem interessantes na minha cabeça, mesmo que as vezes meu cérebro me intimide um pouco:

Eu: Cérebro, não acho que eu seja capaz de fazer isso.

Cérebro: Vai, escreve, seu mortal estúpido!

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Descanse em paz, cachorrinho branco.

Eu já matei um cachorro. Não por querer, não intencionalmente, não por prazer. Matei por acidente. Matei por pegadinha do destino. Parece que a roda do meu carro e aquele cachorrinho branco se atraíam como chão e iPhone. Isso aconteceu há muito tempo atrás, e naquele exato momento eu não sabia o que fazer. Fiz o que todos fazem, me juntei a multidão, fugi, entre o humano e o cachorro, curiosamente o humano foi quem colocou o rabo entre as pernas. Na “esperança” do pobre coitado ter morrido na hora e sem dor e sofrimento, fui embora. Triste, deprimido, arrasado, mas fui embora e voltei para minha vida. Voltei para minha vida medíocre. Não, não era uma vida tão medíocre, mas achei que causaria impacto o emprego dessa palavra. Esse é um daqueles episódios da nossa vida, que mesmo que passem 100 anos, ainda sentiremos ânsia ao lembrarmos.

Algum tempo depois, descobri que 90% dos animais atropelados em ruas ou estradas, não morrem pelo atropelamento, mas sim por INANIÇÃO, ou seja, morrem de fome por ficarem impossibilitados de se locomover devido aos ferimentos gerados no acidente.

Sim, foi exatamente esse silêncio que eu fiz ao descobrir isto. Essa informação caiu sobre mim como um piano despencando do décimo andar. Se eu já tinha esquecido meu trauma, ele voltou e com força total. Com ele, vieram alguns pensamentos sobre como é possível vermos um animal agonizando na rua e não fazermos nada? como foi possível que eu agisse assim? Pelo menos até um tempo atrás este era meu questionamento.

nypostMas recentemente meu questionamento mudou. A foto ao lado, publicada pelo New York Post, NÃO é nova. Ela foi publicada na mídia algumas semanas atrás, e diz: “Empurrado nos trilhos do metrô, este homem está prestes a morrer”. abaixo em letras maiúsculas:  CONDENADO”.

O homem na foto foi empurrado e caiu nos trilhos do metrô, os cliques foram dados minutos antes de, fatalmente, o vagão de trem atropelar a vítima. A pergunta que o mundo fez foi: “Por que ninguém o ajudou?”. Se houve tempo suficiente para fotografar os últimos momentos de um homem antes de ser atingido por um trem que se aproximava – o que vale ouro para a capa de um tablóide – não poderia a fotógrafa ter lhe estendido a mão? Além do questionamento sobre a atitude da fotógrafa, a própria publicação da foto na capa do jornal está provocando debate entre os internautas americanos. “A parte mais dolorosa foi vê-lo chegar tão perto da borda [da plataforma]. Ele estava chegando tão perto”.

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2012: O mundo não acabou, e agora?

2012roadblock1Sabe quando você está tão distante do seu próprio blog que nem sabe mais como começar um novo post? Bem, na verdade eu nunca soube como começar um, mas agora é diferente, parece que eu não tenho mais o direito de fazê-lo, pois seria uma falta de respeito aos dois ou três leitores que sentem falta destas postagens. De fato, se este blog fosse um local físico, alguém já teria plantado uma bandeira do Movimento dos Sem Terra aqui, certeza.

Antes de escrever este segundo parágrafo, o cursor ficou piscando na tela uns 15 minutos, em branco. Até que resolvi escrever essa frase e ver se as coisas fluíam. Acho que esse foi justamente o problema de 2012, talvez eu tenha encarado minha vida como um cursor piscando numa tela em branco. Não soubesse o que escrever. O cursor piscou… piscou… piscou… e eu não sabia o que escrever.

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